Uma pergunta me tem impedido de dormir... Como seria o mundo, se todos os trolhas tivessem um curso superior? E refiro-me aqui não aos construtores civis em geral, que merecem respeito, mas aqueles que estão nos andaimes a comer pão com chouriço e a exclamar piropos a toda e qualquer mulher que por lá passa).
Acho que seria algo assim:
- Oh astro incandescente, desejas um outro astro cadente?
(Oh estrela, queres cometa?)
- Com esses glúteos fantásticos deve ser possível que consigas defecar doces de chocolate.
(Com esse cú deves cagar bombons!)
- Oh pedra preciosa e rara, dirige-te a mim que sou especialista no trabalho manual artesanal desse mesmo tipo de pedras.
(Oh jóia! Anda cá ao ourives!)
- Que pulcro conjunto constituído por gémeos, obturários, bíceps e quadrados femurais, vastos e semitendinídeos que se me deparam! Qual é o seu horário de funcionamento?
(Bonitas pernas, a que horas abrem?)
- O teu progenitor masculino deveras será um molusco pertencente à ordem Ostreioda, família Ostreidae, visto ter efectuado com sucesso a produção de semelhante material orgânico rígido e esférico, quando um corpo estranho ao seu organismo o invadiu.
(O teu pai deve ser uma ostra, para ter cuspido esta pérola!)
- Por obséquio, seria possível me facultar sua graça, para que eu, aludindo ao Natal Cristão, possa efectuar um pedido em que figure a sua pessoa? (Diz-me como te chamas, quero-te pedir para o Natal!)
- Na eventualidade, por mim desejada, de me transformar num corsário, te assaltaria para me tornar possuidor de teus pertences mais valiosos.
(Se fosse pirata comia-te o tesouro!)
- O teu progenitor masculino, com toda a certeza se dedica a contrariar a ordem estabelecida através da violência física ou psicológica, pois tu reflectes o seu instrumento de persuasão mais utilizado nos tempos modernos.
(O teu pai deve ser terrorista... És cá uma bomba!)
- Não sou possuidor de uma camada de pilosidades no meu órgão muscular localizado na parte ventral da boca, que é responsável por processar os alimentos, unicamente devido a um boicote pessoal de sua parte.
(Só não tenho pêlos na língua porque tu não deixas!)