terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Embrigado, mas não tanto

Amigo 1: Estás bêbado!
Amigo 2: Estou nada! Estás maluco ou quê? Estou óptimo.
Amigo 1: Estou com muita dificuldade em acreditar nisso. Anda para dentro, está um gelo! Estás tão bêbado...
Amigo 2: Oh! O tempo está óptimo! Siga todos curtir! Wooooo! E não estou nada bêbado!
Amigo 1: Ah sim? Onde julgas que estás?...
Amigo 2: Numa festa, na praia, com os representantes políticos do país.
Amigo 1: Estás nu, com umas cuecas do Homem-Aranha na cabeça. Estás no meio da rua, e estão 2 graus negativos. Tens uma lanterna minúscula nas mãos que não paras de enfiar no nariz, enquanto gritas "Olhem para mim, estou a iluminar a aldeia dos macacos".
Amigo 2: Ah sim?! Então como explicas que esteja ali o Sócrates?!
Amigo 1: Aquilo é um jumento.
Amigo 2: Exactamente, foi o que eu disse.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Três coisas a saber sobre as mães

1 - São subtis, ao lembrar que já é tarde:

- Até amanhã, mãe.
- Até amanhã? Até logo!

2 - São muito cuidadosas:

- Oh mãe, onde está a Mega Drive?! Escondeste-a de novo!
- Eu não escondo nada! A Mega Drive está guardada.

Estranhamente, sempre num sítio que eu desconhecia, e que ela não me podia revelar.

3 - Nunca se esquecem:

- Oh mãe, não me chateies com isso! Já sou crescido!
- Ah sim?! André, quem é que perdeu aquele guarda-chuva em 1992?

sábado, 20 de dezembro de 2008

Às vezes não resulta

- Já sabias? Vou-me casar!
- Ui, no que te meteste! A célebre corrente! Acabou a liberdade! Estás tramado! Vais-te arrepender tanto! Que asneira tão grande! Mais valia pedires que te passassem com uma betoneira por cima, porque é assim que vais acabar! Só que ainda pior! Quando ela se fartar de ti leva-te tudo! Vais acabar de cuecas, na Avenida da Liberdade, a dançar músicas de um grupo folclórico de Bratislava, para deleite de velhos pervertidos e freiras desocupadas! Ela vai-te reduzir a um verme. A tua bexiga deixa de funcionar. Os pulmões mirram. Os teus músculos paralisam. Nunca mais vais conseguir ter uma erecção! E quando ela acabar de te lixar, vai-te levar os tomates. E vai pô-los numa prateleira de troféus.
- Problemas em casa, Copérnico?
- Alguns...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Tudo se resume a mamas grandes

Existe um placar de publicidade que faz anúncio a um Condomínio de apartamentos. Obviamente, como qualquer outro tipo de publicidade, tenta aliciar-nos a comprar o produto. De que forma? Apresenta-nos, esta publicidade, a Rita. Convém dizer que a Rita é uma loira com mamas grandes e com predilecção por tops justos e de decote simpático. E a Rita pergunta-nos: "Queres ser o meu vizinho"?
Porque é que eu havia de querer ser vizinho da Rita? Será que ela faz uns bolos muito bons, que gosta de partilhar com a comunidade? Será que é uma vizinha exemplar? Não. A Rita convida-nos a ser vizinhos dela porque existe aquela eventualidade de virmos a ter relações sexuais com ela.
Sinceramente. Primeiro, põe de lado completamente a possibilidade de mulheres virem a ser inquilinas do condomínio, pois a Rita só quer vizinhos. E depois, despeja um balde de merda no que diz respeito a assegurar os compradores da qualidade do que compra. O que interessa é morar à beira de uma mamalhuda e muito remotamente vir a dar umas quecas com ela.
Caros senhores, os homens não são assim tão idiotas. Não estamos dispostos a morar num pardieiro cheio de ratos e com chimpanzés a urinar nos cantos só para ter a muito remota oportunidade de amassar as mamas da Rita. Pelo menos, falo por mim.
EXIJO, pelo menos, que a Rita se passeie só de tanga pelas redondezas. No Inverno pode usar um cachecol. Também não sou nenhum palerma.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

É só para quem pode

Outro dia resolvi ir a uma conferência sobre a gaguez. À porta, um tipo que lá estava tentava pronunciar "ninguém" e outro tentava pronunciar "jacaré". O que se ouvia era isto:

Nin... Ja... Nin... Ja... Ninnn... Jaaaa...

Tão agradável, ser reconhecido onde quer que vá.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Fantasticamente javardos

Há que admirar o editorial do jornal "A Dica".
No cabeçalho lia-se imediatamente algo do género "Entrevista: Soraia Chaves", que toda a gente sabe, é conhecida pelas suas soberbas aptidões para a actuação. Logo abaixo disto, lia-se "Salsichas de Porco - x.xx€/Kg".

Coincidência? Não me parece.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Bedum?

Empregado de Mesa (E.M.): Então, que tal estava o bife?
Cliente difícil (C.D.): Estava assim-assim... Que é como quem diz mau.
E.M.: Então, mas porquê? O bife não estava bom?
C.D.: O bife sabia à palha.
E.M.: À palha? Mas isso quer dizer o quê? O senhor já comeu palha?
C.D.: Não, mas sei que não sabe a nada. Assim como o bife.
E.M.: Então e os rissóis?
C.D.: Os rissóis sabiam a bedum.
E.M.: Bedum? Não se importa de me esclarecer?...
C.D.: Bedum, homem! Bedum é aquela gordura do animal que sabe mal. E o rissol transbordava bedum.
E.M.: Mas a chouriça gostou, não? É uma especialidade da casa!
C.D.: Pá, não quero ser esquisito, mas a chouriça, além de bedum, sabia a petróleo.
E.M.: Como, a petróleo?!
C.D.: Eu explico. Agora já não fazem os fumeiros como antigamente. Pegam fogo a petróleo, num balde, e metem os enchidos em cima. É o método industrial, para despachar. E esta chouriça era industrial, não era da casa caro amigo...
E.M.: Ouça, não vou discutir consigo, obviamente é um homem com gostos... Particulares. Quer provar o peixe?
C.D.: Uiii, nem pensar. Mais petróleo não.
E.M.: Não me diga que também acha que marinamos os peixes em petróleo.
C.D.: É claro que não, isso seria ridículo. Eles sabem a petróleo porque os barcos de pesca, para não terem problemas de Z.E.E. marítima, vão pescar em sítios onde houveram descargas petrolíferas e os peixes veêm todos a saber a isso.
E.M.: Certo... Imagino que o vinho também não estava do seu agrado?...
C.D.: Uma zurrapa feita a martelo, deveras.
E.M.: Bom, não posso dizer mais nada a não ser lamento muito por si. E pelo almoço também.
C.D.: Que quer dizer com isso?
E.M.: Nada, nada... Café ou sobremesa?
C.D.: Café, se não souber a mijo de rato. É que os gajos lá dos armazéns,têm aquilo mal fechado, e depois os ratos vão dar as mijas para cima das embalagens de café e depois é o que se sabe. E pode ser também uma fatia de pudim, se for francês. Não quero pudim de laranja, que às vezes é o que vocês têm e dizem que é francês.
E.M.: Vou fazer os possíveis. Mas posso-lhe perguntar uma coisa? Se não gosta de nada aqui, porque não vai a outro lado da próxima?
C.D.: Porque na Pizzaria não posso entrar. O dono levou a mal quando lhe perguntei quais eram, da lista, os ingredientes que faziam mal aos clientes. E no outro aqui lado nem pensar. Aqui o bife sabe à palha, mas lá sabe a estábulo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Só se safa assim quem é ninja

Tinha uma disciplina no secundário chamada I.D.E.S. Disciplina essa que era leccionada pela Maria Botija. Num dos últimos testes, estava tão fartinho de aturar aquele pinguim com hérnias que não estudei a ponta de um corno. Fiz cábulas no computador e siga. Durante o mesmo, sem eu dar por ela, uma das cábulas caiu-me do bolso. A Maria Botija apanhou-a, virou-se para mim e disse:
- André, de quem é isto?
Como adulto responsável, e ciente de que não tinha qualquer escapatória, dei-lhe a única resposta possível e sincera:
- Não é meu!
Só depois me apercebi que estando eu completamente sozinho no lugar onde me encontrava, se não era meu só se fosse da turma anterior (que por milagre, tinha exactamente teste à mesma disciplina e com a mesma matéria). Mesmo assim, não esmoreci:
- Já lhe disse que não é meu!
Ao que ela responde, com os olhos vazios e cruéis:
- Já sabes, tudo o que estiver aqui vou-te descontar no teste.
Depois escancarou o maxilar para soltar uma gargalhada gélida e inumana, típica de quem vendeu a alma ao diabo a troco de um parceiro sexual automatizado e cego.
Ficou ela muito satisfeita, a pensar que era desta que me apanhava nas suas teias maléficas.
Deste-me cá um abalo ao pífaro, Maria Botija... Mal sabias tu que eu tinha umas 200 cábulas no bolso, e apenas me apanhaste uma!
E já nem digo que, tal e qual um verdadeiro ninja, copiei que nem um porco! Mesmo com ela a descontar o que viu na cábula, tirei 15 no teste. Embrulha que é Natal, e com jeitinho que é para oferecer!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Depende, não é?!

Nunca vou compreender muito bem, aquelas pessoas que se abrigam no cliché "perguntar não ofende" para acharem que podem perguntar o que muito bem lhes apetece. Eu explico. Se alguém me pergunta "André, és tão sensual de aspecto quanto a tua escrita o é?" claro que perguntar não ofende. Se me perguntam "André, é verdade que o teu pénis é de tal maneira soberbo que parece que foi esculpido por um artista do Renascimento?", também não me ofendem. Aliás, são perguntas às quais eu geralmente respondo até sem mas terem colocado.
Agora, se alguém chega à minha beira, se faz de sonso, e me pergunta algo do género "É verdade que só fazes sexo 10 vezes por semana?" só para me humilhar, claro que ofende!
Se alguém pergunta a outro "És burro, ou comes merda às colheres?!", claro que ofende! Aliás, não só ofende como não nos deixa muita margem de escolha em termos de actividades.
"Serás tu uma besta?", é outra que tal. É óbvio que não nos vai deixar muito satisfeitos, saber que a pessoa que está a falar connosco, duvida se somos um gorila barbeado ou um ser humano. "Ei, perguntar não ofende...". Ofende sim ó cabeça-de-musgo!
Da mesma forma que, se somos abordados na rua por alguém que nos pergunta "Pode-me dizer as horas?", devemos logo dar-lhe duas solhas na testa! Queres saber as horas, pergunta a quem não quer ter o trabalho de arregaçar a manga para as ver! O pretenciosismo de algumas pessoas, sinceramente.
Portanto, não me forniquem em seco e a puxar-me pela barba. Perguntar OFENDE sim. Depende do que se pergunta.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eu sei que o fazem, mas poupem-me!

Gostava de manifestar o meu desagrado, repugnância e vómito dificilmente contido para com aquele anúncio a aquecedores ou esquentadores ou seja o que for, que se promove afirmando algo do género "Reacenda a chama da sua paixão". Para corroborar a mensagem, mostram dois velhotes com idade balizada entre os 91 e os 92, abraçados e a beijarem-se. Nus.
Ouçam, senhores que querem aquecer as casas dos portugueses: nós sabemos que um dia vamos ficar assim. Mas até lá, deixem-nos gozar sem preocupações e sem descolamentos de retina por ver coisas destas. Se eu quisesse ver duas uvas-passas gigantes a terem relações sexuais, dirigia-me a um qualquer lar de idosos e atirava uma caixa de viagra para o meio da sala de convívio.