domingo, 1 de março de 2009

Só quero tomar banho!

Estou convencido que aquela música da Kate Perry, "Hot n' Cold", é sobre o chuveiro de minha casa. Reparem, por favor:

Cause you're hot then you're cold,
You're yes then you're no,
You're in then you're out,
You're up then you're down,
You're wrong when it's right,
It's black and it's white,
We fight, we break up,

etc.

É uma reprodução fiel do que é uma tentativa de tomar banho em minha casa, que, metafóricamente falando, se assemelha muito mais à tentativa de um pinguim asmático encher um balão, do que propriamente a um duche normal, numa casa normal e tomado por um anormal. O pinguim não consegue sequer segurar o balão, quanto mais asmáticamente enchê-lo.
Com efeito:
- a água tão depressa sai com a temperatura ideal para escalfar ovos, como se transforma num cocktail gelado, em que o cubo de gelo sou eu;
- ora funciona, ora não funciona;
- tem a pressão de um chuveiro normal num segundo e no próximo limita-se a pingar meia dúzia de gotas, assemelhando-se perigosamente a um chuveiro do Terceiro Mundo
- o ponto anterior é intercalado por períodos em que a água sai com tamanha pressão que era possível lavrar um campo com ele. Quase não o seguro! Como no National Geographic, quando um sujeito está domar uma serpente gigante enraivecida, só que em vez da Amazónia, estou na banheira, e em vez de um chapéu à Indiana Jones, estou nú);
- teima em falhar quando estou a meio, e eu teimo eu dar com ele na parede até que me obedeça.

O resto da letra cortei-a(...we kiss, we make up), pois definitivamente, eu não beijo o meu chuveiro, nem muito menos faço as pazes com aquele palhaço!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ou sim ou sopas!

Gaja boa: Quer fazer sexo em cima da secretária, Patrão?
Patrão da Gaja Boa: Como, desculpe?!
Gaja Boa: É fácil... Se o Patrão quer fazer sexo em cima da secretária!
Patrão da Gaja Boa: Mas... Agora?
Gaja boa: Quando o Patrão quiser ora...
Patrão da Gaja Boa: E o que queres em troca?
Gaja boa: Pode-me dar um aumento!
Patrão da Gaja Boa: Você é uma Gaja tão boa que aceito! Assine aqui e aqui...
Gaja boa: Já está.
Patrão da Gaja Boa (suando como uma torneira) : E então, vamos lá a isso?
Gaja boa: Vamos lá a quê?
Patrão da Gaja Boa (baixando as calças): Ao sexo em cima da secretária!
Gaja boa: Se quer fazer, faça! Eu só lhe perguntei se queria fazer sexo em cima da secretária, nunca lhe disse que era comigo. Obrigado pelo aumento Patrão. Aproveito e saio mais cedo. E é melhor despachar-se, a sua mulher acaba de entrar.
Patrão da Gaja Boa (pénis a murchar rapidamente): COMO?! ENGANOU-ME! SUA...
Gaja boa: Ei, calma. Senão processo-o por assédio. Tirei fotos enquanto tirava as calças.
Patrão da Gaja Boa: #&$%=*!!! E a minha mulher está aqui a fazer o quê??
Gaja boa: Oh, não sei. Uma Gaja boa qualquer ligou-lhe e disse-lhe que se ela viesse já aqui, apanhava o marido com as calças para baixo e a fazer sexo com um uma girafa de peluche.
Patrão da Gaja Boa: Mas eu nunca faria isso! O que isso que está a tirar do armário?!
Gaja boa: Uma girafa de peluche. Já posso ir chamar a sua mulher?
Patrão da Gaja Boa: Nunca na vida farei tal coisa! Isto é chantagem!
Gaja boa: Não faça então... Dê-me só um segundo... Estou, Advogado da Gaja boa? Olha, estou aqui com um problemazito...
Patrão da Gaja Boa: Dê-me lá esse peluche!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Ordem no tribunal, c*****o!

Tive oportunidade de acompanhar a futura brilhante esmaga-criminosos Dra. Salto-Alto numa das suas idas ao tribunal.
Bocejo.
Aquilo é muito mais enfadonho do que eu imaginava, não é nem de perto parecido com o que a TV nos mostra e também não acaba como alguns filmes que já vi, com a juíza (que usa lingerie e ligas no dia-a-dia pelos vistos) a não dar uso ao seu martelo, para variar, e os advogados a dar mais uso aos seus. Em cima das secretárias. E todas as mulheres têm implantes. Já me fiz entender?
Felizmente, tenho uma imaginação que tem tanto de poluída como de fértil:

Juiz: Está iniciada esta merda. Que caralho se passa afinal? Diga lá você primeiro, advogado com o corte de cabelo maricas.
Advogado 1: O meu cliente parece que apalpou o cu de uma velhota e ela morreu de excitação.
Juiz: Interrompo eu a minha... Erm... "Aula de apreciação de seios", para isto?! E você, advogado que ainda não se apercebeu que está de pantufas, o que está aqui a fazer?
Advogado 2: Bem, estou a defender a falecida. Ela deixou escrito que, no caso de isto acontecer, queria justiça imparcial. Mas vamos ter que nos contentar com isto.
Juiz: Mas foi assim tão grave? Afinal de contas só faleceu.
Advogado 2: Bom, consultando aqui a tabela oficial do Ministério Público, merece julgamento pois "falecer" é considerado pior do que "levar com uma canhota em forma de pénis na testa", mas melhor do que "ser larilas". Dados oficias.
Juiz: Então lá terá que ser. Bom, diga lá Advogado 1, de sua justiça. Mas rápido que as romenas são pagas à hora.
Advogado 1: Bom, em primeiro lugar gostaria de...
Advogado 2: Protesto, foda-se!
Juiz: Porquê, caralho?!
Advogado 2: Vê-se claramente que o meu colega é uma besta!
Juiz: Deferido. Advogado 1, se faz favor assemelhe-se menos a um animal irracional.
Advogado 1: Ah é? Então mas repare o Juiz, o Advogado 2 é careca! Como é que pode ser levado a sério?
Advogado 2 (pensa): Merda! Não pensei que ele reparasse! O gajo é bom...
Juiz: Com efeito! O réu pode sair em liberdade. E a velha é multada em 2 milhões de euros por me fazer perder tempo e por ser mais feia do que uma ratazana que perdeu o emprego de transmissora de doenças e agora está em depressão e sempre alcoolizada. Chamar cara-de-cu à velha era um elogio.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Até os ninjas precisam de segurança social

Como se já não bastasse ter que me levantar cedíssimo, a razão era cruel: enfiar-me na loja do cidadão. Vesti o meu uniforme ninja e lá fui eu.
Quando chegou a minha vez de ser atendido analisei a funcionária. Era uma velhota com cara simpática, mas pelo sim pelo não joguei pelo seguro e entrei a matar:

- Olha lá, ó carcaça fossilizada, preciso que me carimbes aqui uns papéis para me autorizar a andar de katana na rua. E rápido, que isto não é tricot.
- Claro claro senhor Ninja. Imediatamente. E obrigado por ter sido tão educado.
- Basta de conversa, siga mas é rapidinho que eu tenho mais que fazer do que estar aqui enjaulado a respirar este ar viciado. Há quanto tempo não mudam os filtros do ar condicionado? Que seja a última vez!
- Peço desculpa senhor Ninja! Poupe-nos as nossas miseráveis vidas por favor!
- Tudo bem, mas só porque está a chorar desalmadamente.

É nesta altura que aparece a chefe da velhota, que não se intimidava tão facilmente:

- Algum problema aqui?
- Mas alguém te chamou, ó catatua?
- Desculpe?!!?! O senhor julga que é muito arrojado por me insultar assim dessa maneira é?
- Arrojado é o seu penteado minha senhora. Problemas em casa não? Há quanto tempo não dá uma traulitada com o vizinho de cima? Provavelmente há bastante. Desde que lhe pegou a sífilis já estou a ver.
- COMO??!! SEGURANÇA!! AJUDEM!!
- Rápido, para o Ninja-mobile! - disse para mim próprio.

Bomba de fumo, dois saltos mortais, uns quantos shurikens atirados e umas poucas de katanadas, e já estava a fugir pelo telhado, dando saltos de 3 metros com uma agilidade felina. É então que uma agulha de tricot me prende o fato a uma chaminé. A velhota tinha regressado, e queria ajustar contas.

- É a última vez que maltratas as pessoas da loja do cidadão!
- Cala-te, vai mas é fazer caldo-verde!
- Ah sim?!
- Sim!

(Pausa para suspense)

Dei uma coça, com destreza, na velhota anormalmente ágil e "ala que se faz tarde".

Olha que esta... Se a fantasia é minha sou mau à vontade e faço o que quiser! Até o impossível, como levantar cedo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Despiques no mundo da música

- Mas tens noção que eu canto muito melhor do que tu, não tens?
- Como? Ainda tu não eras nascida já eu cantava!
- Pudera!
- Que queres dizer com isso?!
- Que estás decrépita!
- Ah é? E tu, que ainda és uma fedelha e já tens um filho?
- Ao menos não tenho 275 anos!
- 242! E idade é sinónimo de sabedoria e maturidade!
- Não é preciso ter muita sabedoria para fazer plásticas, sua estúpida!
- Parva! Como te atreves! Sua alcoólica!
- Ao menos não andei a dar concertos com cones nas mamas!
- Oh! Cala-te Britney!
- Cala-te tu Madonna!
- P**a!
- Cabra!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Escatologia cibernética

Vou tentar explicar o melhor que me for possível, como é o meu serviço de Internet.

Imaginem um cão. Esse cão é a empresa que fornece o serviço. O cão caga. Essa caca do cão, é a minha Internet. É imensa, fedorenta, fumegante. É largada no pior sítio possível, incomoda toda a gente. Eu incluído, pois também tenho um poio destes em casa. Não satisfeito, digo:
- Mas que merda é esta?
O meu mal-estar atraí centenas de moscas. Umas equipadas com auriculares, a trabalhar atrás de um computador a receber chamadas de outros afectados pela merda. E outras deslocam-se mesmo à merda que se encontra nas residências. Vêm de carro e trazem ferramentas. Muitas ferramentas. Que não usam. Mexem na merda, mas não resolvem nada. Dizem, "vou-lhe aumentar aqui o sinal da merda, deve ajudar". Não ajuda. Apenas aumenta o fluxo de esterco, e o meu mal-estar.
Estas moscas são, como já compreendeu o inteligentíssimo leitor, os técnicos da empresa. Não tem culpa da porcaria, não foram eles que a fizeram. Mas também não a sabem limpar e andam sempre de volta dela.
Com o continuar desta situação pouco agradável, digo:
- Mas ando eu a pagar para esta merda?!
Exactamente, eu ando a pagar a um cão. E apesar de pagar, ele só me dá merda, caga onde lhe apraz e não quer saber de mim para nada. E por muito que eu limpe, o cão volta sempre a cagar.

Obrigado, por terem lido tantas vezes a palavra merda. Com certeza já estão fartos, por isso acaba aqui. Obrigado leitores, pelo vosso tempo.

Merda.

Não resisti, fui um parvalhão. De merda.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Orgia lésbica

Amigo 1: E então, já soubeste o que aconteceu ao Malaquias?
Amigo2: Não. Entrou numa orgia lésbica?
Amigo 1: Ah?... Não claro que não, partiu uma perna.
Amigo2: Ah bom. Se tivesse numa orgia lésbica já não partia a perna.
Amigo 1: E tu a dar-lhe com a orgia...
Amigo2: Eu dar bem que dava... Se tivesse numa orgia lésbica.
Amigo 1: Importaste-te de parar com isso?
Amigo2: Com o quê? A masturbação de bolso?
Amigo1: O qu... Não! Com a orgia lésbica!
Amigo2: Pararia, se entrasse numa...
Amigo 1: Ouve lá, vamos mudar de assunto. O que queres para os teus anos?
Amigo2: Lésbicas.
Amigo 1: Atrevo-me a perguntar?...
Amigo2: Para fazer orgias.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Man down!

Que bem me está a saber aquele arroz de pato - pensava eu quando o meu pai irrompe pela cozinha com o ambientador do WC na mão, qualquer problema com as recargas. Encontrava-se mesmo ao meu lado, abanava e apontava aquilo em todas as direcções.
Mas nada daquilo interessava! Nada desviaria a minha atenção daquele arroz de pato. O mundo podia acabar. Caramba, até o Marco Paulo podia aparecer na minha cozinha a cantar montado num pónei: se não aparecesse vindo do meu prato eu não queria saber.
- Oh, esta porra não funciona! Tenho que tirar esta protecção da recarga, passa aí a faca se faz favor... - continuava o meu pai.
O queijo derretido em cima está perfeito...
- Estás a ver? Eu já a meti e não sai nada quando pressiono...
A carne está excepcional. Aquele pato não morreu em vão.
- Vou tira-la e experimentar só um bocadinho. Pois, já deu...
Nada me pode estragar este almoço!
- Só que olha, quando meto a recarga lá dentro isto não funcio...
O ar foi rasgado pelo spray do pulverizador. Aquele cheiro que inevitavelmente me faz pensar em latrinas estava já espalhado por todo o ar e não havia nada a fazer. Atingiu-me em cheio na vista esquerda, voei para trás, fiz uma pirueta no ar e aterrei na banca da louça com aparato. Com esforço levantei a cabeça, à procura de um sinal que tudo estava bem, para ter algum alento, mas era tarde demais: o arroz estava destruído. Não havia volta a dar, nem esperança para almejar. Era o fim. Do almoço.
Três dias depois acordei numa maca de um hospital. Escapei com uma córnea inflamada e uma vontade irracional de puxar um autoclismo. Naquele momento, apenas um pensamento me cruzava a mente: ainda bem que o meu pai não é polícia, segurança, professor ou qualquer outra profissão que exija o manuseamento de armas de fogo.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Kung-fu!

Amigo 1: E então, lá estava eu e... O que é que estás a fazer?!
Amigo 2: Kung-fu! Olha, posição do Macaco.
Amigo 1: Certo... Seja como for, estava a preparar-me para...
Amigo 2: KUNG-FU! Posição do Louva-a-Deus!
Amigo 1: Oh pá, pára lá com isso, que rai...
Amigo 2: Aiiiiiii.... YAAAAA! Kung-fu! posição do Tigre!
Amigo 1: Pára lá de me dar pontapés! Tu és é demente! Eu vou-me embora! E que raio estás a fazer agora de quatro, calças para baixo, mão a bater nas nádegas e a gritar "oh yeah, fuck that pussy"?!
Amigo 2: Kung-fu! Posição da Vacazola.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O Pai Natal é inocente!

Após ter sido considerado inocente das ridículas acusações de pedofilia, o Pai Natal abandonou o tribunal com um pedido de desculpas e sem prestar declarações, meteu-se no trenó, deu sinal ao Rudolfo e rumou de novo à Lapónia.

Eis como os quatro canais de Portugal reportaram esta notícia:

RTP 1:

- Estamos em directo do Tribunal Imaginário para Figuras Fictícias, onde o Pai Natal acaba de se salvar de 25 anos de prisão na casa da Bruxa Má do Oeste. Fez-se justiça. E tudo graças ao Governo português, que é um sopro de bálsamo para as almas do povo. Vamos tentar entrevista-lo e... Não, o Pai Natal optou por não prestar declarações. Foi a sua decisão, temos que a respeitar, pois essa é a vontade do Governo: respeitar. Está neste momento a afagar Rudolfo e afasta-se rapidamente do local.
Carlos Fino(rio), RTP, Moscov... Terra do Nunca, perdão.

RTP 2:

- Estamos em directo do Tribunal Imaginário para Figuras Fictícias. O Pai Natal estava inocente, mas não quer falar disso. Passo agora a emissão para o Prof. José Hermano Saraiva, que nos vai falar de todos os pormenores artísticos e de TODA a história que envolve este tribunal. Mas antes, só uma perguntinha. Porque lhe chamam Professor, professor?
- Não faço ideia. Eu tirei Direito, mas depois comecei a falar de História, a assediar umas bibliotecárias, e olhe... Uma coisa levou à outra. Mas vamos ao que interessa, que já só tenho 4 horas de antena. Vamos já começar pela fachada, feita em bolo de gengibre, com remates em maçapão.

SIC:

- O inédito aconteceu e a SIC estava lá! Este repórter testemunhou a libertação de uma das figuras mais carismáticas do nosso tempo. O Pai Natal vive para distribuir presentes por mais um ano. Não quis prestar declarações e afastou-se rapidamente do local no seu trenó. A SIC estava lá para levar a SUA casa, o que se passa no mundo da Fantasia. Passamos agora a emissão para o estúdio onde Moita Flores vai pela enésima vez dissertar sobre a sua opinião de onde se encontra Rumpelstilskin, o gnomo que desapareceu da Oficina do Pai Natal, enquanto este bebia e comia com amigos numa estância de férias no Algarve.

TVI:

- Mais uma vez a TVI vem por este meio trazer A VERDADE a casa do povo português! Escândalo, traições, prostituição, pedofilia, desaparecimentos e papel de embrulho: são os ingredientes que levaram Pai Natal, o ídolo de muitas crianças, a ser acusado e a safar-se miraculosamente das garras da justiça. Recordo que o Pai Natal foi indiciado por pedofilia após ser visto rodeado de crianças num Centro Comercial, as quais convidava a sentarem-se no seu colo e a quem oferecia doces. Isto é um torpe esquema, como podem verificar por vós próprios caros espectadores. Já não falando de Rumpelstilskin, um gnomo menor, de apenas 293 anos, que o Pai Natal abandonou à sua sorte junto com outros 150 gnomos que mantém encarcerados na sua "oficina". Isto para ir passar umas férias ao Algarve, em Portugal, que é o único país com um governo mais idiótico do que a Terra do Nunca. Vamos tentar obter algumas declarações...
...
-Pai Natal, como se sente neste momento, após ter sido libertado? Quais eram as condições da casa-de-banho do Tribunal? Não vai responder, seu cobarde?! E cá está, Pai Natal ignora VIOLENTAMENTE este repórter que apenas tenta fazer o seu trabalho de forma imparcial. E vejam! Está neste momento a chicotear sem remorsos a Rena Rudolfo, enquanto a insulta e lhe puxa os chifres, ordenando-a que o leve dali para fora! Incrível, a violência deste homem, que todos julgávamos um bem-feitor! Vamos antes tentar obter algumas declarações das pessoas presentes. Você, velha com buço e vestida de preto, o que acha desta situação?

Velha: Escandaloso! Mas não me admiro nada... Ele já há muito tempo que andava a definhar! Está gordo! E anda tão preguiçoso... Só trabalha uma vez por ano, e descansa os outros dias todos! Se fosse meu filho... Mas claro que ele escapou, o juiz era o Gato das Botas, que é outro que tal!

- É bem verdade, muito obrigado... Vamos tentar obter mais declarações. Você, senhor vestido de fato-de-treino, bigode, desdentado e a comer chouriça, o que acha desta situação?

Chouriças: Ui, não me faça falar! A forma como ele trata os gnomos? Todos menores, a trabalhar numas condições extremamente precavidas... Não, desculpe, precárias, é assim que se diz não é? Não admira que o outro, o Rumpel... coiso, se tenha passado ao car... ao fresco! E sei de uma fonte segura que ele é de facto pedofilo e que para além disso, é tarado sexual. Crianças, gnomos e renas, ninguém lhe escapa. Não viu o Rudolfo, com o nariz todo verelho? Estava completamente bêbado, e a conduzir o trenó. Mas não me admira, antes o nariz do que o cu. Posso dizer cu na televisão?

- Na TV da verdade não há papas na língua! E foram as honestas e fiáveis declarações das pessoas que assitiram à libertação do Pai Natal. Tudo isto será agora debatido em estúdio, por pessoas cuja opinião, além de não ser educada, não interessa a ponta de um corno a ninguém. Falo claro de Miguel
Sousa Tavares e Manuela Moura Guedes, especialistas em assuntos do ridículo e do fantástico.